Livro do Espelho (Lima, 01)

Ingratidão?

No aniversário da minha avó, eu não fiz uma ligação para ela. Quando ela estava na cidade, eu não fui visitar ela.

Fica difícil me defender disso, até eu percebo um pouco de ingratidão nas minhas ações.

Mas eu nem sempre fui bom em me expressar. Em fazer ligações ou ficar saindo de casa para ir visitar alguém.

Eu só faço ligação telefônica para alguém em casos de emergência (sim é serio).

Eu sempre fui “muito calado” desde sempre, eu não consigo facilmente me conectar com as pessoas.
O fato de eu não estar ligando, mandando mensagem e perguntando por alguém todo dia. Não significa que eu não me importe.

Com minha avó, eu me importo até demais. E me sinto super mal em saber que ela tem um problema e eu não posso fazer nada.

Eu me sinto mal em saber que o inevitável esta acontecendo a cada minuto e eu não possa fazer nada.

Sempre fui muito fechado em relação aos meus sentimentos.
Eu tenho boas memórias que mantenho sempre viva a cada mês. Por trás de todo esse meu silêncio, esse meu jeito “Ingrato” de ser.

Existe um motivo egoista que vai me fazer não desejar morrer quando o pior acontecer. 

Cada vez que eu escuto falar da minha avó, por mais que eu a ame. Eu só consigo pensar no dia em que ela se for.

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